segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Box

Devia ser sócia da Eletropaulo e da Sabesp, não uma sócia não ativa do Greenpeace, que controla a água da pia da cozinha.
Durante o banho, lembrou naquela noite. Pensou, pensou e quis achar algum maneira pra descobrir o que fazer.
Pensou numa mandinga e não teve dúvidas: executou-a no próprio chuveiro.

Escreveu as inicias deles dois dentro de um coração, no box, e fechou a torneira.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Se cuida

Cenas como aquela, deprimentes, aconteciam todo dia, bem ao lado dela e ela só tentava imaginar o que havia acontecido na vida alheia.
Quando isso acontecia na sua vida, não imaginava nada: buscava na memória o que ou quem havia pintado aquele quadro melancólico. Só não era bucólico porque o alumínio e o tilintar de ferros do metrô eram metropolitanos demais.
Sentados ali, pareciam um casal de idosos que já não tinham nada a falar um ao outro. Não que naquela hora se entendessem com o olhar; o que faltava era uma palavra (ou um conjunto delas) que explicasse exatamente o silêncio causado por algo que desconheciam.
As mãos unidas displicentemente mostravam dedos entrelaçados que apontavam, quase sem querer, para seus respectivos donos. Ela reparou, trançando palavras e tecendo a cena, que se desenhava sozinha.
Sentiu-se estranhamente triste, com as mãos cruzadas no colo. Havia mais alguma coisa entre elas? Não dava pra saber, eram dois corpos imóveis ocupando lugares diferentes de seus pensamentos no espaço.
De um lado, alguém se maquiava. Ela fazia isso quase todo dia e sabia que chamava a atenção. Resolveu não pensar. Lembrou de algo que ouvira do dono das mãos na semana anterior: "Quando você quiser casar comigo, a resposta é sim". Ouviu as palavras e pensou que aquele era só um dia ruim - não causado pela TPM, no fim das contas (mentais).
A mulher desceu. A lágrima se jogou. E lá se foi sua parca maquiagem...

Solta mão, abre porta, junta mão, fecha porta.

Beijo, se cuida.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Frase da vida


"Se as coisas não andam, só existem duas explicações: ou sua perseverança está sendo testada, ou você precisa mudar de rumo".
Para refletir. O que eu faço há tempos, mas continuo parada na bifurcação.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vernissage

Pegou as malas e partiu. Assim, recolhendo quadro por quadro daquela parede enorme, adornada pelo tempo que quis.
Conheceu novas paisagens. Pintou novos quadros. Uns impressionistas, à la Monet. Outros modernistas, cubistas ao extremo, com um toque de Picasso. Selecionou vários pra sua parede interna - a parede do maior quarto da casa em que as paredes eram quase uma exposição.


Resolveu pintar um quadro como Magritte.

(...)


Destrancou a porta e voltou para fazer a vernissage.

domingo, 11 de abril de 2010

Souvenirs d'infance

J'ai beaucoup de petites souvenirs de m'infance. Je n'ai pas de grands souvenirs, comment voyages, 'le gateau de la grand-mère" ou les divertissement dans la rue, mais je peux me rappeler de beaus jours dans chez moi avec toute ma famillie.
Je me rappele Samedis, quand moi, ma soeur et ma mère lavions les tapis. C'etait très amusant, parce qu'il y avait une petite piscine plastique près de le cour (où nous lavions les tapis).
Ces jours-là, moi et ma soeur soulement jouions, parce qu'il y avait d'eau, du solleil, de la musique e beaucoup de sourrires.

J'amais dessiner, donc, je dessinais beaucoup.
Ma mére est très atentive, donc, nous faisions beacoup de chose dans chez nous. Je me rappele de le gateau de ma mère (le meilleur qui j'ai dejá mangé), de les conversations avec ma soeur, de mon chemin.. J'ai beacucoup de souvenirs d'infance.


(posto as correções no próximo post. =D )

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Rascunho



"Ela ficava ali, dedilhando o teclado como se fosse um violão. Gostava de sentir os dedos tocarem as teclas sem fazer muito barulho e sem parar entre as palavras. Odiava ter que apertar o Backspace - ele sempre ía além do que ela queria.
Apertava as teclas e lembrava de como tinha sido o seu dia. Tinha feito poucas coisas, mas ele havia sido recheado das pequenas delícias que tornavam a vida dela mais feliz. Não falava só do chocolate maciço que ela comera como almoço. Falava do sofá em que estava displicentemente sentada como se fosse o seu. Da casa desarrumada e dos minutos que passara sozinha, olhando pra televisão e vendo sua vida de outra maneira naquela tela."

Incompleto, de 21/04/08.

sábado, 20 de março de 2010

Eu andei por muito tempo pensando em alguma coisa relevante pra escrever aqui. Muitos, mas muitos temas vieram, outros se foram e alguns apareceram com parágrafos inteiros, escritos, mas não seria de bom tom escrever certas coisas. Aliás, escrever sem ter o que falar nunca foi do meu feitio, não seria agora que eu começaria, certo?
Eu vim com uma sede enorme de postar, de voltar a escrever, de me treinar, porque escrever é uma das poucas coisas que me enchem e me aliviam ao mesmo tempo, no melhor estilo clichê de ser, mas quando encostei nas teclas, não sabia mais o que tinha vindo fazer aqui. Acho que vai ser só uma semi satisfação praqueles raros que liam o blog e me perguntaram 'por onde anda você no mundo blogueiro?'. Aqui estou eu.
Pra não deixar ninguém curioso (ou só pra quem quiser, mesmo), vou colocar alguns dos possíveis temas nos quais eu pensei, durante esse tempo, mas que não frutificaram muito/eu não quis frutificar mais - não necessariamente na ordem em que me ocorreram.

Só quem tem um amigo sabe do que eu estou falando. E talvez, quem não tenha, saiba do que sente falta (eles têm me ocupado e me ajudaram de formas fora do comum)

Razão x emoção. O embate travado dentro de mim há tempos, parece que nunca vai ter fim, mas que uma das partes está amadurecendo. (Como eu percebi? Seria o texto...)

Por mais que a gente brigue e se descabele, nada paga a sua mãe olhar pra você quando você está mal e dizer: 'Oi! Comprei uma Trakinas de chocolate pra você!' com a cara mais doce do mundo, como se eu tivesse 4 meses e ela me desse um chocalho. (e daí derivariam as maravilhas de ter alguém que se preocupa e cuida de você INCONDICIONALMENTE. E sim, é a única pessoa no mundo que faz isso, no matter what, how or when).

Coisas que eu aprendi namorando. Coisas boas e ruins, pequenas e grandes, interiores, exteriores, etiqueta familiar, pessoal, sexual, interpessoal e por aí vai. (Seria uma lista e tanto, pelo menos na teoria..)

A lista da ética pós-namoro. Coisas que as pessoas odeiam fazer, odeiam que sejam feitas, fazem porque querem, porque não querem, das quais se privam, que fazem questão de mostrar, coisas que eu ainda não faço e que ainda me sinto estranha em fazer. Aquela dúvida que incomoda algumas pessoas: como se desligar de uma forma humana e sem magoar ninguém? O que tirar, o que manter? Será que é pra desligar mesmo? Por que eu ainda lembro? (mas eu não sei se conseguiria atingir a universalidade camoniana e ficaria um post meio 'O que Marcela faria ou não', o que deveria ser só um pedaço do texto)

Minha viagem de Olinda. É, seria um texto longo, falando sobre a arte da convivência, mas esse qui sempre foi um blog sobre outros temas. Diário fica pras folhas pautadas do meu caderno vermelho.

Vazio. Um texto em branco. Pra atualizar reproduzindo minha cabeça em alguns dias.

Bom, quem quiser contribuir com temas ou votar em algum pra eu ter o que desenvolver, por aqui, fique à vontade. Era só pra vocês terem alguma coisa sem duplos sentidos, metáforas, metonímias e afins aqui no blog.
Direto, verdadeiro e com as palavras querendo dizer aquilo que estão dizendo, mesmo.