sábado, 20 de março de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Bonequinha de vidro
Trilha sonora:
Tudo o que ela queria, era poder contar pra todo mundo, inclusive pra eles dois, que ela era dele. Não só como namorada, mas com todas as pequenas coisas embutidas.
Os dias, as noites, as tardes, os pensamentos nos momentos difíceis, o desejo de um abraço, o tesão, a vontade de ter um braço do lado pra se apoiar durante a noite, as lembranças mais doces e algumas das mais ardidas, os planos de domingos no parque com um bebê com a bundinha gorda de fraldas dando os primeiros passos e sendo segurado pelo pai (sim, ele de novo), as briguinhas pela quantidade de sal nas comidas, a pizza de sexta, o desejo de ter um apartamento juntos, a quase necessidade de ter alguém que a segure nos momentos em que tudo parecer ruir, o cafuné quando a cólica apertar, alguém pra contar como foram as aulas do dia e alguém pra ouvir contar sobre o dia duro de trabalho, os momentos em que ela fica acordada, antes de dormir, querendo aquele beijinho em silêncio e aquela mão colocada quase que displicentemente sobre a barriga dela, os dias de chuva solitários, os dias de sol que colocavam aquele sorriso preguiçoso no rosto dele... todas essas grandes e pequenas coisas eram dele. E talvez ele nem soubesse.
Ele não era como o príncipe com que ela havia sonhado, e isso talvez se devesse ao fato dela não sonhar mais com isso, só com atitudes. Queria gritar pra ele a cada tarde em que os minutos se arrastavam que era com ele que ela queria ficar. Era ele que dava alegrias e momentos dos quais ela não esqueceria jamais. Queria poder dizer sem medo, como aquele que você tem ao pular da piscina, que ela era dele. Não queria outra pessoa pra estar ali, nem outro homem pra ser dela. E ouvir que ele era dela, também, seria o presentinho que ficaria na cúpula de vidro, em cima da caixa com os outros presentes que ele dava a ela todas as vezes em que a chamava pelos apelidos que só eles sabiam, que olhava pra ela enquanto mexia em seu cabelo ou que simplesmente deixava claro que ela fazia uma marca na vida dele. Uma marca boa, daquelas que não se esquece nem mesmo quando acaba o verão.
Queria a reciprocidade intensa dos momentos que passavam juntos sem nuvens.
O que importava, era que ela queria poder se arriscar mais do que já se arriscava. Queria saber que as fases passam e que o importante prevalece. Queria que todo mundo soubesse que ela acreditava no potencial que ele tinha de fazê-la feliz como o sorvete de chocolate na aurora da vida. Ela acreditava nele. Talvez até mais do que ele próprio. Queria gritar de felicidade a cada pequeno dia em que se sentisse completa. Se durasse pouco, e daí? Ela teria se sentindo a princesa dele.
Queria que ele soubesse que era capaz de fazer coisas mirabolantes só pra ver aquele sorrisinho de ‘Essa é a minha garota. Fantástica, como sempre’. Ela queria vê-lo feliz. Se fosse com ela pelo tempo que o mundo permitisse, seria melhor.
Não acreditava mais nos ‘pra sempre’ que ouvia nem era mais capaz de proferi-los. Era quase um impropério, ainda mais nas condições em que ela se encontrava. Mas o tempo que o amor durasse, seria o tempo deles. Depois disso, nada mais seria possível. E ela, do fundo do coração, queria saber contornar tanto as mazelas do mundo quanto as suas próprias, pra que nada influísse na energia que emanava. Queria ser melhor, queria ser inteira, queria ser uma mulher de verdade.
E, se já era uma, era completamente dele.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Passo a passo
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Sobre proteções.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Clichê mais lindo.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Retratos em palavras
Eu encontro
Sereno
Em teus olhos
Raros
Espaços preenchidos
Com amor e poesia
No ápice da inspiração
São
Retratos em palavras
Finjo então
Escrever poesia
Mas de fato,
Eu pinto retrato
Revisito tua vida
Olhos brilhantes
Beleza hesitante
Onde repousam
Olhos meus
Pensamentos
Nada
Vagos
Divago e viajo
Em teu olhar,
De muitas histórias
A contar
E encantar
Brilho que não cessa
Mesmo quando adormece
Escrevo sem pressa
Mais do que um verso,
Sabes que merece
A verdadeira beleza
Jamais perece
Pois se veste
Com o manto da mãe natureza
Esqueço passado
Vivo presente
Cultivo semente
Que trouxeste em um dia deste
Tão claros
Ausência
De toda luz torna
Beleza do teu olhar
Ainda mais evidente
E não se demora
Despertar de cada manhã
Lá se vai, ainda mais bela
Aquarela se ervela
Em meu pensamento
Em cada movimento
Traço, reinvento
Para meu contento
Cores do olhar
Mostro-lhe uma canção
E então, me diz
Como devemos seguir?
Viver no velho mundo
Ou novo mundo construir?
Ouça o que ela nos diz
Devemos atravessar a ponte?
Mas também sei
Brilho dos olhos
Dizem ainda mais
Na calada da noite.
(de tempos atrás)